quinta-feira, 31 de maio de 2007

Novo míssil é resposta aos EUA, diz Putin

EGO
O presidente Vladimir Putin aproveitou, ontem, a conferência de Imprensa no final do seu encontro com o presidente grego, Karolos Papoulias, para justificar os testes dos novos mísseis, na terça-feira passada. "O mundo mudou e tentaram torná-lo monopolar, apareceu o desejo a alguns intervenientes da comunidade internacional de ditar a sua vontade a tudo e a todos, sem fazer corresponder as suas acções às normas internacionais e ao direito", afirmou o presidente russo, sublinhando que "isto não é outra coisa senão ditadura e imperialismo". No decorrer da sua intervenção, o líder do Kremlin não escondeu que se referia aos EUA.
"Os nossos parceiros americanos saíram do acordo sobre Defesa Anti Mísseis. E nós avisámo-los de que tomaríamos medidas de resposta, para manter o equilíbrio estratégico no mundo, e que a nossa resposta iria ser assimétrica", esclareceu Putin. "Não fomos nós que iniciámos a espiral da corrida aos armamentos", disse o presidente russo. No entanto, Putin tranquilizou o auditório afirmando que as iniciativas russas "não têm um carácter agressivo", mas são apenas "a resposta às iniciativas unilaterais, bastante duras e sem nenhum fundamento, dos nossos parceiros".
Não deixa de ser curioso o facto de que o presidente russo se serviu do contexto de uma visita bilateral, que não tinha nada a ver com os problemas de equilíbrio estratégico, para mandar um recado a Washington, em vésperas da reunião dos líderes do G-8, que vai ter lugar na Alemanha, de 5 a 8 deste mês. Putin visitará ainda os EUA no início de Julho.
Vladimir Putin criticou ainda os "parceiros europeus" por não cumprirem o Acordo sobre Forças Convencionais na Europa, e abrirem novas bases militares na Europa do Leste.

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