segunda-feira, 21 de maio de 2007

Um deputado e três ex-deputados teriam sido citados no relatório da Polícia Federal entregue à Justiça sobre a Operação Navalha, que deteve um total de 46 suspeitos de participar de um esquema de desvio de recursos públicos federais, por meio de fraudes em licitações. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o deputado federal Paulo Magalhães (Democratas-BA), sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães, teria recebido R$ 20 mil de um empregado da Gautama, construtora supostamente envolvida no esquema.



Conforme conversas gravadas por escutas da Polícia Federal, Paulo Magalhães teria conversado com Zuleido Veras, dono da Gautama, no mesmo dia em que o funcionário da empresa Florêncio Vieira teria entregue o dinheiro ao deputado. Florêncio Vieira também foi preso pela Operação Navalha, que desarticulou o grupo.



O relatório sigiloso da PF também teria levantado suspeitas contra o ex-deputado e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, cassado no escândalo do mensalão. Ele faria "tráfico de influência junto ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, e ao secretário-executivo, Rodrigo Figueiredo" para liberar dinheiro para a quadrilha.



Segundo a Folha, o ex-deputado Humberto Michiles (PL-AM) também seria mencionado no texto como ligado ao lobista Flávio Candelot, que intermediaria o "pagamento de vantagens" em nome da Gautama.



Outro ex-deputado, Ivan Paixão (PPS-SE) seria acusado pela PF de obter recursos federais do Ministério da Integração Nacional para obra da adutora do rio São Francisco, executada pela Gautama.



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