sexta-feira, 22 de junho de 2007

Morales: 'não fui agressivo com o Brasil e a Petrobras'

Por Marina Guimarães





Agência Estado O presidente da Bolívia, Evo Morales, negou que tenha sido agressivo nas negociações com a Petrobras como reclamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista que será publicada amanhã pela revista "Qué Pasa", do Chile, Morales disse que "talvez Lula esteja incomodado, mas não fui agressivo com Lula nem com a Petrobras, e muito menos com o Brasil". Segundo ele, "se fôssemos agressivos, isso significaria bloquear a saída de gás e isso nunca vamos fazer". Morales afirmou que vai "garantir o gás para o Brasil e o cumprimento dos contratos correspondentes".

No entanto, o presidente boliviano pediu mais compreensão por parte do Brasil. "Os brasileiros e Lula têm que entender que o gás é do Estado boliviano e temos que corrigir um mau negócio anterior".

Morales disse ainda que Lula "deveria pensar também na Bolívia e não só no Brasil". Para completar sua defesa, destacou que em seu governo "não confiscamos seus bens (da Petrobras). Portanto, isso não é ser agressivo". Segundo ele, o que a Bolívia está buscando "é a forma conjunta para trabalhar na indústria petroquímica".

Sobre as relações com as petrolíferas, Morales disse que, "felizmente, o mais difícil já passou, que era a ratificação dos novos contratos". Porém, ele lembra que "agora vêm os investimentos das empresas". Morales afirmou que o Estado tem a "obrigação de garantir esses investimentos mediante a seguridade jurídica, que as empresas tenham direito a recuperar investimentos e conseguir lucros". Ele reconheceu que "as cifras ainda estão para ser acertadas".

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