quarta-feira, 6 de junho de 2007

Zapatero apela a «união sagrada» política contra a ETA


Partido Popular exige provas de que não haverá mais negociações com os separatistas

Madrid – O fim da trégua, anunciada para esta quarta-feira, 6 de Junho, pela organização separatista basca ETA suscitou numerosas críticas da oposição espanhola contra o executivo levando o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero a apelar à «união».

«Não vou pedir a ninguém que se corrija. O que peço a todos é que caminhem na direcção desejada pela maioria dos espanhóis, na direcção da luta contra o terrorismo», disse Zapatero após as críticas da oposição. O chefe do executivo espanhol acredita que ainda consegue obter o apoio do Partido Popular, PP, à política do Governo de combate ao terrorismo. Todavia o líder do PP, Mariano Rajoy, pediu que o governo se corrigisse e exigiu provas de que não haverá mais negociações com a ETA.
As ameaças da ETA são encaradas com extrema seriedade por Madrid que teme que o grupo separatista basco efectue acções de envergadura para «provar» o fim real do cessar-fogo.
Terça-feira através de um comunicado a ETA declarou que passará a acção em «todas as suas frentes» a partir de 6 de Junho e responsabilizou o governo espanhol o qual considera que respondeu à trégua declarada em Março de 2006 com «detenções, tortura e perseguições».
A organização Euskadi Ta Askatasuna, ETA, surge em Espanha a 31 de Julho de 1959 com o objectivo de instaurar pela força um Estado independente basco. Desde a sua criação a ETA já matou mais de 800 pessoas.

(c) PNN Portuguese News Network

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